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quarta-feira, 15 de julho de 2009







Nascer

De que adiantou nascer
De que
Se nunca pude ser

Se nunca me deixou ser
Assim perder
E perder

Perco eu
Perde você
Perdemos todos

Nascer e não poder ser
Viver
Ter

Qual prazer tens em me matar
Matar-me ao nascer
Matar-me ao viver
Matar meu ser

Cortou o cordão com os dentes
Sem pudor nem dor
Baforou esse sangue em meu rosto
Com prazer com gosto

Nascer sem poder crescer
Triste ser
Triste

Não pude chorar
Não pude falar
Só calar

Ficou vaga a existência
Casca sem alma
Anda por insistência

Nascer sem ser
Nunca ser
Morrer

O Justo pode perdoar
A mim não restou nem o amar

De que adiantou nascer
Se nunca pude ser


Stefano Fraga
















Um comentário:

  1. Sempre resta o amor nos corações sábios.
    E sempre adianta nascer pra que se possa fazer
    um 'ser'.
    E este 'ser' você construiu com sua perseverança, com sua ética, com sua hombridade.
    Não é muito fácil ser gente neste mundo doido, onde a insanidade fica a espreita tentando arrombar as nossas portas da alma.
    Pode ter certeza, você conseguiu.
    Nunca se deixe levar por sinais transitórios, siga sempre seu coração, sua intuição e,
    só aí, pergunte a sua mente o caminho.
    Você é vivo, agora e eternamente.
    Seu cordão está comigo, morando dentro da minha alma, pode confiar que está seguro aqui.
    E o meu ventre sempre será sua morada,
    lugar onde o medo e o escuro nunca vão chegar
    pra assustar.
    Confie sempre na sua poesia, ela é feita da
    pura essência de um ser em crescimento espiritual.
    Que a luz que lhe guia só aumente.
    Bitokitas e sucesso

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